Dois dedos de prosa com Zezinho Casanova

Vem! Vamos ter dois dedos de prosa!

LOUVAÇÃO À BACABAL POR ZEZINHO CASANOVA

Cidade Linda

CORA CORALINA

Patrimônio da Literatura Brasileira

A trajetória do negro na literatura brasileira

Aparição distorcida do negro na literatura reforça preconceito

domingo, 25 de dezembro de 2016

ESCREVER CORRETO NUNCA É DEMAIS


Resultado de imagem para ESCREVER CORRETOMenor é melhor

Viva! A lei do menor esforço merece banda de música e tapete vermelho. Com razão. No corre-corre diário, o tempo ocupa o pódio dos bens preciosos. Daí o mandamento — menor é melhor. Os pronomes, solidários, vão ao encontro das urgências do falante. Oferecem-se em forma de abreviatura. Para lançar mão da facilidade, não bobeie. Use-a como manda a gramática.

Deste jeitinho: papa: Vossa Santidade (V. S.), cardeal: Vossa Eminência (V. Emª), bispos: Vossa Excelência Reverendíssima (V. Exª Revma.), Sacerdotes: Vossa Reverendíssima (V. Revma.), Padre (Pe.). Em endereçamento, pode ser usado Rvmo. Pe. Fulano de Tal.
fonte: Blog da Dad

O TEMPO É TEMA DE POEMA DE ZEZINHO CASANOVA




                             
METONÍMIA DO TEMPO



A floresta não tinha sombras
Os trovoes já não apareciam
Não se lia Sarney
não se compreendia o Realismo Fantástico.

Não se benzia o corpo d’agua
Nem se consegui comprar um Havana
Não se bronzeava na areia
Não se era um bom violão.
 
O bêbado quebrou o cristal
Nem deu tempo
De brindar uma Champanha
O tempo parou no Orient...

A METALINGUAGEM É CARACTERISTICA MARCANTE NA PRIMEIRA FASE POÉTICA DE ZEZINHO CASANOVA

PURA POESIA
A lua de cheiro ameno
Pele macia
Inspira pura poesia
A  noite misteriosa  e fugaz
Foge da solidão.
O poeta ébrio sozinho
Caminha na rua com seu violão
Vida boêmia
É pura poesia.
Zezinho Casanova
Direitos autorais reservados

sábado, 24 de dezembro de 2016

Vamos degustar mais uma poesia?

Zezinho Casanova- direitos autorais reservados
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Hoje tem Recital

 Resultado de imagem para recital
O poeta é como um anjo rebelde
quebras as normas
como se fosse o "Deus" da criação.

A criação do poeta
é vida em evolução
é uma grande explosão
que dá origem ao universo dos sonhos.

O poeta é como bicho  abstrato
que passa o tempo surrealisticamente
nas tetas da ampulheta
amamentando e lambendo sua cria.

Quem somos nós, esses poetas
que fugimos da rima
como o diabo da cru?

Que soneto é este
onde os quartetos e tecetos
esbaram na burocracia da poesia?

O Poeta é como a poesia...

Hojé a ´poesia é concreta
abastrata
marginal
surrealista
científica
concretista ou cinética.

E eu, simples Poeta
me perco no labirinto das letras
desta seman de arte que seria moderna
não fosse a fome e o desemprego.

O Poeta é a pura efervercência...

]Hoje,
respiro arte ´pelos poros da consciência
seria imorrível, não fosse a Academia
que teima em fugir de mim
num gesto de literária rebeldia.

                                               Zezinho Casanov

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Dois dedos de Prosa com Mônica Raouf El Bayeh:Estamos criando monstros

- A criança que vocês adotaram não combinou muito porque ela é pretinha e lugar de preto é na África.

Resultado de imagem para Giovana e Bruno Gagliasso.

A “pretinha” que não combina é Titi. Uma menininha negra, linda, estilosa, filha de Giovana e Bruno Gagliasso. Titi não combina com seus pais? Que isso! Onde está escrito? Quem determina? Quem dita as ordens do coração? Combinação de amor não é de cor, é de alma.
Essa frase cruel foi postada no Twitter de Giovana Ewbank por um perfil falso feito por uma adolescente de quatorze anos. No perfil, o nome e a foto de uma prima. Que sofreu horrores. Foi ameaçada. E já não podia nem sair de casa.
A adolescente se incomodou? Não. Ao contrário. Se bobear, até gostou. Não era isso que ela queria? Zoar? Incomodar? Fazer sofrer? Conseguiu.
Como teve coragem de provocar pessoas que nada de mal lhe fizeram? Com que finalidade? Com a simples finalidade de acabar com o sossego de pessoas. Na ilusão de se vingar dos que, ela julga, serem mais felizes ou mais amados que ela.
Ela queria zoar. Fala sem culpa. Sem remorsos. Atacou tranquilamente porque se julgava bem escondida. Atitude dos covardes. Com a certeza de impunidade que seus quatorze anos de experiência lhe deram. É mergulhada em ressentimento e raiva que ela trama maldades. Ataca. Alfineta. E, escondida em perfil falso, aguarda o circo pegar fogo.
Um pequeno monstro de quatorze anos? Só mais um deles. Estamos cheios deles por aí. São os conhecidos coitadinhos.
Coitadinhos são filhos de pais que passam a mão na cabeça. Justificam falhas graves. Permitem de mais e dizem não de menos. Eles crescem fortes no adubo da impunidade. Vão deixando um rastro de destruição.
Nas escolas, coitadinhos agridem, xingam, destroem, destratam a todos. Você chama os pais. E descobre logo porque os filhos são assim.
Há os que chegam agressivos. E sorriem debochados defendendo seus filhos infratores. Fazem pouco caso de acusações graves. Negam fatos reais e importantes. Duvidam da sua palavra. Invertem o jogo. Acusam você. Você é que persegue o coitadinho. Aliás os professores são sempre os únicos responsáveis pelos erros dos coitadinhos.
Há os que se entristecem. Se encolhem. E dizem que já não sabem o que fazer. Se eles não sabem, o professor com quarenta vai saber?
Coitadinhos são sonsos. Mentem te olhando no olho. Com a cara limpa. Os pais, cúmplices, acreditam em tudo. Não estranham? Nem questionam? Não. Acreditar é mais fácil do que enxergar o monstro que criam.
Você dá dois meses para a criatura fazer um trabalho da sua matéria. Ele não faz. Você, para não se aborrecer com pedidos da coordenação, dá mais dois dias.
- Que tal? Até a próxima aula, pode ser?
Você já fala pedindo esse grande favor. Você cobra. Ele reclama ofendido. Não teve tempo. São pós-graduados em desculpas. Em enrolação.
Ele faz, rapidinho e nas coxas, um trabalho porco. Durante a sua aula. E em folha amassada de caderno. Ou então tem a cara de pau de vir colocar o nome em um trabalho que já tinha sido entregue por outros alunos. Se você não aceita? Mamãe liga. Papai vai na escola.
- Poxa, custa aceitar?
Pais de coitadinhos não educam o filho. Míopes, perdem tempo tentando educar o professor. Não punem o desleixado. Eles punem quem incomoda: o professor. Não é pelo bem das crianças que eles vêm reclamar. É para não serem perturbados.
Pressionam a coordenação. Que pressiona o professor, o lado mais fraco da corda, que, para não perder o emprego, cede.
As escolas deseducam. No medo de perder alunos e diminuir o lucro, fazem vista grossa. E você é obrigado a dar nota para quem nada fez. Não se espante se ele passar por você na escada e rir da sua cara. Provamos a todos que os piores são os verdadeiros vencedores.
Estamos vivendo um momento bem esquisito. Cercados por políticos sem ética, sem moral, sem um mínimo de empatia. Ricos, esbanjando às nossas custas. Fica parecendo, sim, que não há justiça. Que legal é levar vantagem. Que tudo pode. Infelizmente, tem podido, sim.
De coitadinhos crescidos, nosso congresso está cheio. Nossos coitadinhos pequenos têm todos os requisitos para seguir a carreira política no Brasil e serem bem sucedidos.
Lamentavelmente, o mundo tem se mostrando generoso com os perversos coitadinhos. Falta de punição também é prêmio. Recompensados, eles seguem se especializando. E vão crescendo. Expandindo suas maldades nas redes sociais. Quantos jovens já não se mataram por bullying? Estamos criando monstros.
É cruel ter filhos e não querer ter trabalho. Filho dá trabalho. É de pequenino, sim, que se torce o pepino. Educar exige tempo e dedicação. Exige que a gente se debruce em busca de soluções. Gasta tempo, energia, afeto.
Quando a gente se depara com uma situação desse tipo é a hora de parar. De repensar relações. Rever tempo, olhares, afetos. Em reiniciar e refazer. Vida é assim mesmo. A gente acha que está abafando e quando vê, deu bola fora. Acontece em qualquer família. Com a nossa também e o tempo todo.
Essa menina de quatorze anos está pedindo socorro. Essa pode ser uma forma dela dizer que está sofrendo. Que precisa ser mais olhada. Ela é mais uma criança enganada na falsa ilusão de que tudo pode. Que não há lei de retorno. Nada tem volta? Te enganaram, baby. Aguarde, meu bem.
Mas vida é mais do que isso. Mais do que sair atropelando, ofendendo. Zoando sem culpa, nem empatia. Espero que essa menina aprenda com o susto. Que reflita sobre o que vem fazendo. Ela é nova. Tem uma vida inteira para aprender e fazer diferente.
A punição de um filho é punição para os pais também. Porque o que dói em filho, dói em dobro na gente. Muitas vezes quando a vida pune, é uma chance de mostrar que a gente pode fazer melhor.
É preciso parar. Olhar. Enxergar. Dizer que ama. Ficar do lado, mesmo que eles digam que querem ficar sozinhos. É o olhar que enche a alma de afeto e de generosidade. É o olhar amoroso dos pais que ensina a gente a amar. Quando se cria, todo tempo é de recomeço. Que sirva de lição para todos nós.

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